Academia, raça, gênero e decolonialidade

O artigo investiga a produção de conhecimento acadêmico de estudantes negras, indígenas e periféricas da Universidade de Brasília, buscando entender de que forma esta transformou-se a partir da diversificação do corpo discente. A experiência vivida é usada como recurso de interpretação da realidade e como repertório para um fazer científico histórico-culturalmente situado. Argumenta-se que estamos presenciando, mesmo que de forma embrionária, um movimento de ruptura com uma tradição sociológica marcada por uma oposição entre o tradicional e o “moderno”, o corpo e a alma, o mundo sensível e o mundo inteligível. Portanto, com base nos achados de Bernardino-Costa; Borges (2021) e Borges; Bernardino-Costa (2022), este artigo constitui-se num esforço de valorização de outros saberes e outras formas de produção do conhecimento para além do pensamento colonial.


Palavras-chave: Estudos Decoloniais. Ações Afirmativas. Racialização. Educação
Superior.

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