Antonádia Borges
JOAZE BERNARDINO-COSTA
O artigo “Raça e cor no Brasil contemporâneo, oportunismo político e tendência histórica” coloca no centro da discussão sobre raça, racismo e antirracismo no Brasil o fenômeno da reclassificação racial no Brasil. Analisando os censos nacionais desde 1872, Guimarães (2024) observa três tendências: a primeira, entre o final do século XIX e os anos 1960, em que se percebe um crescimento da população autoclassificada como branca; a segunda, entre as décadas de 1960 e 1990, em que se constata um crescimento contínuo de pessoas classificadas como pardas; e a terceira, desde o censo de 1991 até o presente, em que se observam o crescimento paulatino da população autoclassificada como parda e preta e o declínio da população branca. Esta última reclassificação é o cerne do artigo.


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