Joaze Bernardino-Costa
Yuri Santos de Brito
O presente artigo tem por objetivo desenvolver uma reflexão sobre a tensão desencadeada pela introdução do negro–vida e a tematização da branquitude. Para tanto, nos baseamos num trabalho empírico sobre a vigência das ações afirmativas em três faculdades de direito do país, as Faculdades de Direito da Universidade Federal da Bahia, da Universidade de Brasília e da Universidade de São Paulo. No estudo que desenvolvemos com os docentes daquelas faculdades, propomos uma interpretação baseada nas ideias de “patologia social do branco brasileiro” e da neurose cultural do “racismo por denegação”. Na análise das en-trevistas, identificamos a existência de um fator que consideramos crucial nos mecanismos atuais de reprodução da desigualdade, a branquitude; e, por outro lado, identificamos a emergência de uma nova perspectiva trazida por pesquisadores e pesquisadoras antirracistas e negros/as, que nomeamos como negro-vida.


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