Joaze Bernardino-Costa
João Paulo Siqueira
Esta pesquisa visou identificar a existência de desigualdades raciais nos dados epidemiológicos de hospitalizações e óbitos por COVID-19 no primeiro ano de pandemia no Brasil. Para isso, levantamos os Boletins Epidemiológicos COVID-19, disponibilizados pelo Ministério da Saúde. O recorte temporal foi de abril de 2020 até abril de 2021. Analisamos os números de hospitalizações e óbitos por COVID-19 discriminados por raça/cor, a fim de comparar as porcentagens entre brancos e negros. No primeiro ano de pandemia, das 1.006.471 hospitalizações, os brancos foram 413.821 (41%) e os negros 375.880 (37%). Dos 329.150 óbitos, 134.961 (41%) foram negros e 132.956 (40%) brancos. Em média, 20% das hospitalizações e óbitos tiveram raça/cor ignorada ou sem informação. Nesse sentido, não identificamos marcante desigualdade racial nos dados do MS, o que difere da literatura e de outras bases de dados.


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