FILICE, Renísia Cristina Garcia; NORONHA, M.; SILVA, D. E. T.; LEMOS, G. O.
O Projeto Afrocientista foi idealizado pela Associação Brasileira de Pesquisadoras/es Negras/os/es (Abpn), no ano de 2018, e contou com a parceria do Consórcio de Neabis – Núcleo de Estudos e Afro-Brasileiros e Indígenas, e Grupos Correlatos, vinculados à Abpn, distribuídos pelos diferentes estados brasileiros e DF, e do Instituto Unibanco. Em Brasília-DF, a parceria entre o GEPPHERG – Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas, História, Educação das Relações Raciais e Gênero do CNPq, sediado na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília – FE/UnB, que coordenou as atividades junto ao Centro de Ensino da Asa Norte (Cean), ligado à Secretaria de Estado e Educação do DF(SEEDF), e ao Instituto Federal de Brasília (IFB), vinculado ao Ministério da Educação. O projeto Afrocientista, tem como objetivo fomentar a iniciação científica e o fortalecimento da identidade negra, potencializar o sentimento de pertencimento racial e cidadania em jovens negras/os em situação de vulnerabilidade social, de forma a aumentar sua autoestima, consciência racial e ao mesmo tempo, atuar na redução da evasão escolar. Como referencial teórico-metodológico optou-se por abordagens decoloniais e contra-coloniais, e o uso da ferramenta da interseccionalidade em gênero, raça e classe como eixo, em todas as atividades realizadas. Como resultado das três edições (2019, 2021, 2022) do Afrocientista, o Geppherg registra que a receptividade, acolhimento dos/as estudantes às propostas, fortalecimento do pertencimento étnico-racial negro, e os desdobramentos em termos de aprovação em processos seletivos para o ensino superior, seja na UnB ou em cursos do IFB, superam as expectativas. Por fim, fica clara a necessidade de manutenção e ampliação do projeto Afrocientista, e seu potencial para materializar marco legais da luta antirracista brasileira, como o Estatuto da Igualdade Racial, a lei 10.639/2003, voltada para o Ensino de História da África e Cultura Afro-brasileira em toda a educação básica. E também, amplia a participação consciente na política cotas raciais, lei 12.711/2012

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